“Senhor Jesus, bondoso pelicano, Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue.
Pois que uma única gota faz salvar Todo o mundo e apagar todo pecado.
Ó Jesus, que velado agora vejo, Peço que se realize aquilo que tanto desejo;
Que eu veja claramente vossa face revelada Que eu seja feliz contemplando a vossa glória.”

Fiel Pelicano

 

A meditação sobre a presença e entrega de Jesus na Eucaristia

é associada ao símbolo do Pelicano.

 

Mas por que essa associação?


“Era crença comum na Antiguidade e na Idade Média que o pelicano abria, com o bico, uma ferida no próprio peito para alimentar os filhotes famintos, ou até para despertá-los para a vida quando mortos” (Raniero Cantalamessa)

 

Fiel Pelicano

 

Portanto Fiel Pelicano significa uma associação simbólica e profunda da doação de Cristo nas espécies sacramentais do pão e do vinho, o qual ele rasga de si e da de seu próprio corpo e sangue à seus filhos, à toda humanidade “Em verdade, em verdade eu vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” Jo 6, 53-56

 

Fiel Pelicano

 

Ele é o “Pão do Céu” que alimenta a fome de nossa alma, como descrito em Jo 6. “ Foi o próprio Jesus – e só a Ele pertencia fazê-lo – quem se chamou de Pão da Vida. E que nome! Fosse um Anjo obrigado a nomeá-lo, dar-lhe-ia um nome condizente com seus Atributos: Verbo, Senhor, mas nunca ousaria de chamar seu Deus de pão! E, no entanto o verdadeiro nome de Jesus – nome em que Ele está todo, na Vida, na Morte e depois na Ressurreição – é de fato, Pão de Vida. Na Cruz, será, qual farinha, triturado, peneirado, para, depois ressuscitado, ser para nossas almas o que o pão material é para nosso corpo. Na verdade, Jesus é nosso Pão de Vida” ( São Pedro Julião Eymard )

 

Fiel Pelicano

 

 tradicao 

 

Essa comparação deslumbrante e tão profunda que a Igreja faz, remonta à muitos séculos de sua sagrada tradição. Aparecendo no tão importante hino eucarístico “Adoro te devote”, que “foi definido como ‘uma composição harmoniosa e genial, riquíssima e simples, que serviu, mais que numerosos livros, para formar a piedade eucarística católica’. A autoria desse hino é geralmente atribuída à São Tomás de Aquilo, o qual recitou-a em seu leito de morte ao receber o viático.

 

Fiel Pelicano

pelicano

Fiel Pelicano

 

Além do “Adoro te devote”, muitas outras menções a Igreja faz à essa associação tão bela da Eucaristia com a figura do Pelicano, como o Ofício das Leituras que os consagrados e consagradas da Igreja rezam todos os dias: a “Liturgia das Horas.”

 

 

A expressão “Fiel Pelicano” aparece no Hino da Liturgia das Horas que abre o tríduo pascal da paixão

e ressurreição do Senhor, nas Vésperas da quinta-feira Maior:

 

Fiel Pelicano

 

“Memória da morte

De Cristo Senhor,

Pão vivo, que ao homem

dá vida e valor,

fazei-me viver

de vossa ternura,

sentindo nos lábios

a vossa doçura

 

Fiel Pelicano,

Jesus meu Senhor,

lavai-me no sangue,

à mim pecador;

pois dele uma gota

já salva e redime

a todo Universo

dos laços do crime (...) ”

 

Fiel Pelicano

pelicano_desenho

 

Além das citações, milhares de igrejas, altares, roupas litúrgicas foram ornamentadas com essa figura do Pelicano que é tão profunda, sacra e tradicional de nossa Igreja, que nos remete e nos insere nesse grande mistério de amor de um Deus todo poderoso e transcendente que se esconde na matéria do pão, se dá como alimento à todos os seus filhos.

 

Fiel Pelicano

Algumas perguntas, algumas respostas...

Por que Jesus está na Eucaristia?

 

1

 

“Tal pergunta, se pode ter muitas respostas, tem no entanto uma que a todas resume: Jesus Cristo está na Eucaristia porque nos ama e quer que nós o amemos. O Amor, eis a razão de ser da instituição da Eucaristia.” (São Pedro Julião Eymard)

 

Fiel Pelicano
2

Por que Ele esconde sua glória e divindade na Eucaristia?

“O Estado velado de Jesus anima minha fraqueza. É-me dado aproximar-me dele, falar-lhe, contemplá-lo, sem receio algum. Resplandecesse sua Glória e quem ousaria falar a Jesus Cristo? Os próprios Apóstolos , ao perceberem um raio da sua Glória no Tabor, caíram, assombrados, por terra.
Jesus, para não atemorizar o homem, vela seu Poder. Para não desanimar nossas fracas virtudes, vela sua tão sublime Santidade. A mãe balbucia junto ao filhinho, pondo-se ao seu alcance a fim de elevá-lo a si. Assim Jesus, fazendo-se pequeno com os pequenos, eleva-se a si e por si até Deus.
Jesus, velando seu Amor, tempera-o . Estivéssemos nós expostos às suas chamas, sem algo de permeio, e seu ardor, tão grande, nos havia de consumir. “Ignis consumens est”: Deus é fogo consumidor.
Eis como Jesus velado anima nossa fraqueza. Haverá maior prova de Amor que esse véu eucarístico?

Fiel Pelicano

Jesus precisava estar na Eucaristia?

 

3

 

 

Não!

 

Como diz São Pedro Julião Eymard “A Eucaristia é algo de superabundante na obra da redenção”. Ou seja, a presença de Jesus na Eucaristia não foi necessária para salvar o homem do pecado, mas foi algo que superabundou o plano de salvação do Pai. E Jesus quis assim, em Lc 22,15 Ele diz “Tenho desejado ardentemente comer convosco essa Páscoa, antes de sofrer.” 

Naquela noite em que institui a Eucaristia antes de consumar sua entrega na Eucaristia expressa seu ardente desejo de estar durante milênios aprisionado na matéria do pão nos sacrários espalhados por toda Terra.

 

Mesmo sabendo de tudo que iria sofrer em seu estado sacramental, todos os ultrajes, irreverências de milhões de cristãos, todos os abusos, heresias e sacrilégios cometidos diariamente no mundo contra a sua santa presença na Hóstia Consagrada, todos os roubos, cultos satânicos e missas negras o qual é entregue novamente aos torturadores e algozes que talvez com maior crueldade e violência o flagelam e escarneiam; mesmo sabendo de sua solidão nos sacrários da terra, onde abandonado sofre o esquecimento, frieza e indiferença dos homens; mesmo sabendo de tudo isso Jesus “quis ardentemente” estar na Eucaristia, só para estar perto de suas ingratas e pobres criaturas.

Portanto como diz São José Maria Escrivá “Quando te aproximares do sacrário pensa que Ele...há 20 séculos te espera”

 

4

 

 

Fiel Pelicano

A Obra Fiel Pelicano

 

Somos um grupo de leigos da Igreja Católica Apostólica Romana, que tem como carisma “Amar e Anunciar Jesus na Eucaristia”. Nossa missão recebe esse nome Fiel Pelicano, pois aí está toda síntese de nossa existência na Igreja, à qual servimos como adoradores eucarísticos e como seres eucarísticos, procurando doar-nos ao serviço da evangelização e propagação da Devoção Eucarística, alimentando o povo de Deus sedento e faminto do Senhor.

 

 

Somos representados na Santa Igreja pelos nossos diretores espirituais: Padre Sérgio Leonel, e padre Eder Galbier; que nos dirige espiritualmente e nos representa à Igreja como membros de um só corpo onde Cristo é a cabeça.

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